O luto é uma resposta natural à perda. Não é doença, não é falha emocional. É o testemunho do amor, do vínculo e daquilo que foi significativo em nossa história. Pode emergir diante da morte de alguém querido, de uma separação, da perda de um trabalho, da maternidade não vivida ou de qualquer situação que rompa aquilo que dava sentido à vida.
Na clínica que conduzo, compreendo o luto a partir de autores que o humanizam, como Colin Murray Parkes, John Bowlby, William Worden, Robert Neimeyer, Maria Helena Franco, Gabriela Caselatto e tantos outros que o reconhecem como um processo de reconstrução de significado, e não como algo a ser superado.
Utilizo como referência o Modelo Dual do Luto, que compreende que não vivemos esse processo de forma linear: oscilamos entre enfrentar a dor e tentar retomar a vida, em um movimento contínuo de perda e restauração. É natural haver dias de colapso e outros de respiro. Ambos fazem parte da travessia.
Cada pessoa tem um ritmo. Não há prazos. Mas o sofrimento pode se intensificar e se cronificar a depender de fatores como:
O acompanhamento terapêutico pode ser indicado quando:
O objetivo do acompanhamento não é esquecer, muito menos “superar”, mas reconstruir caminhos de significação, abrir espaço para que a dor se expresse e seja cuidada.
Na primeira escuta, conduzimos uma conversa delicada e respeitosa sobre sua história de perda: como foi, quando foi, quem foi, o que ficou.
Nada é imposto. Questionários e escalas são utilizados apenas se houver necessidade clínica, como ferramenta complementar para orientar intervenções, e nunca como critério absoluto. O foco é sempre você, sua dor, sua história, e não o que a técnica define como “normal”.
O plano terapêutico é vivo, único e sem prazo definido. Ele é construído junto com você, respeitando o seu tempo, os seus limites e seus afetos.
Utilizo recursos e abordagens com respaldo científico e ético, como:
A escuta é ética, técnica e profundamente humana. Aqui, o sofrimento é legitimado, a dor não é apressada e a ausência é reconhecida como parte da vida.
Ao longo das sessões, caminhamos lado a lado. Avaliamos juntos o que mudou, o que continua difícil, o que pede pausa e o que pode ser nutrido.
As ferramentas terapêuticas são revistas com delicadeza. Podemos incluir exercícios como:
O acompanhamento é fluido. Acolho as mudanças, os silêncios, os retornos. A clínica não impõe metas, ela oferece presença.
Sim. A dor do luto não obedece a calendário. O que importa não é o tempo que passou, mas como você está vivendo esse tempo.
Não como um ponto final. Mas ele pode se transformar. A ausência permanece, mas pode deixar de ser um buraco para tornar-se memória viva, presença simbólica, amor ressignificado.
Quando a dor deixa de ser movimento e torna-se paralisia. Quando o sofrimento isola, silencia, consome. Ou, simplesmente, quando você deseja um espaço seguro para ser cuidada(o).
Para fornecer a melhor experiência, usamos tecnologias como cookies para armazenar informações básicas. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site.
Mande uma mensagem!