A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhecem a saúde mental no trabalho como um estado de bem-estar em que a pessoa é capaz de lidar com os desafios do cotidiano profissional, desenvolver suas habilidades, trabalhar de forma produtiva e contribuir com sua comunidade laboral, tudo isso em um ambiente que respeite sua dignidade, seus limites e seu direito à proteção psicossocial.
No entanto, quando as exigências do trabalho ultrapassam a capacidade de enfrentamento do sujeito, ou quando não há espaço para o reconhecimento simbólico do esforço, o sofrimento emerge. E muitas vezes, em silêncio: na insônia, na irritabilidade, no esgotamento, nas crises de ansiedade.
A psicodinâmica do trabalho, proposta por Christophe Dejours, nos ensina que o trabalho pode ser tanto fonte de realização quanto de adoecimento. Quando há falta de reconhecimento, violência simbólica, ausência de escuta ou impossibilidade de transformar a realidade laboral, o sofrimento psíquico se instala e se repete.
Na clínica que conduzo, ofereço um espaço de escuta singular, ética e não patologizante, que considera o seu contexto, sua história profissional e emocional, e o impacto subjetivo do trabalho sobre sua saúde. Aqui, você é mais do que um sintoma ou um cargo, você é sujeito do próprio cuidado.
Você não precisa “chegar no limite” para buscar ajuda. O sofrimento no trabalho pode aparecer de formas sutis, mas também muito invasivas. É hora de procurar acompanhamento quando você percebe:
Nestes casos, a psicoterapia atua como espaço de reintegração subjetiva, ajudando a restaurar o equilíbrio emocional, resgatar a potência criativa e construir estratégias saudáveis para lidar com o sofrimento.
Na primeira sessão, realizo uma escuta profunda da sua trajetória profissional e emocional. Buscamos compreender:
Escalas e instrumentos são utilizados somente quando necessários, como recursos para ampliar a compreensão clínica, mas nunca como verdades absolutas. O foco está em ouvir você, com base em evidências, mas com ética e humanidade.
A partir da avaliação, elaboramos um plano terapêutico personalizado, que pode incluir:
Não seguimos um modelo padronizado. Cada plano é vivo, flexível e construído com você, respeitando seus tempos, seus valores e seu momento atual.
O processo terapêutico é acompanhado com sensibilidade e técnica. Avaliamos juntos, ao longo das sessões:
A ideia não é “se encaixar no trabalho”, mas restaurar sua saúde mental para que o trabalho volte a ser espaço de produção de sentido, e não de sofrimento silencioso.
Quando o trabalho deixa de ser espaço de realização e passa a ser um fator de sofrimento contínuo — mesmo que silencioso.
O tempo é individual. Algumas pessoas sentem alívio em poucas sessões, outras precisam de um acompanhamento mais contínuo. Não há pressa, há processo.
Sim. O que se aprende na terapia reverbera para outras áreas da vida. Saúde mental não tem fronteiras: ela se reflete no corpo, nas relações, nos sonhos, nas pausas.
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