Mas quando a morte se aproxima na companhia de alguém que amamos, ela deixa de ser apenas ausência: torna-se encontro.
Há uma beleza silenciosa no partir de mãos dadas
O medo se aquieta quando há um olhar que sustenta, um afeto que envolve, uma presença que não abandona. O túmulo, como lembra Campbell, deixa de ser terror para se tornar reconciliação.
“[…] o herói não seria herói se a morte lhe suscitasse algum terror; a primeira condição do heroísmo é a reconciliação com o túmulo” Campbell
Morrer acompanhado é saber que o amor foi testemunha até o fim
É atravessar a última fronteira sem solidão, com a certeza de que se foi amado e que o amor permanecerá.
E o luto, nesse caminho, não é só dor
É também memória viva, ternura que resiste, continuação daquilo que nunca morre. É a prova de que a vida não se mede apenas pelo tempo, mas pela intensidade dos laços que cultivamos.
Assim, quando acolhemos o luto, acolhemos também a beleza de ter amado e de ter sido amado até o último instante
